Um tanto quanto – digamos muito – atrasado, vai aqui um resumo do que foi o nosso 2o módulo na cadeira de Laboratório de Jornalismo – o jornal impresso.
A primeira aula teve como principal foco explicar o funcionamento de uma redação a partir do exemplo da Zero Hora. O processo da ZH ocorre todo em 24h, seguindo um padrão determinado:
8h – Reunião de pauta, “noção” da edição do jornal do dia
15h – 2a reunião, são definidas as pautas
18h – Segundo Caderno deve estar pronto
24h – 1a edição do jornal é fechada
2h – 2a edição do jornal é feita, acrescenta-se fatos que possam ter ocorrido entre a madrugada e se corrige erros da 1a edição
3h – Edição encerrada
8h – E mais um dia de trabalha se inicia...
Neste momento, surgiram várias duvidas dos colegas, coisas, na realidade, curiosas que todos queriam saber a respeito do funcionamento de uma redação. Uma das perguntas era a seguinte: “E se sai alguma coisa muito errada no jornal e só depois que ele já foi mandado ser impresso nas máquinas é que se nota?” outra, parecida e complementadora: “Quando e quem decide se este erro deve ser corrigido?”
Como todos sabem, tempo é dinheiro. E numa redação, alem de tempo, papel é dinheiro. Tomar uma decisão a respeito de um erro no jornal é muito delicado, pois, ao se decidir parar, muito dinheiro é posto na lata de lixo – tanto pelo papel gasto em vão quanto pelo tempo perdido. Por isso, a decisão de parar a impressão só pode ser tomada em casos muito relativos, de extrema, mas assim...EXTREMA necessidade, pelo editor ou pelo dono do jornal. Por isso que se diz que uma das frases mais emblemáticas, mitológicas ou sei lá o quê do jornalismo é “PAREM AS MÁQUINAS!”. O jornalista que ouvir isso um dia pode ter a certeza de ter presenciado um momento único dentro de sua redação.
Outra pergunta que não queria calar: “Como é feito o jornal de domingo?” Muitos acreditam que são formigas proletárias que o confeccionam, entretanto, os professores abriram o jogo para nós, alunos. O jornal dominical é feito na madrugada de sexta-feira para sábado. Se você ainda não notou, caro amigo, note agora – não é por acaso que este jornal não tem notícias, literalmente, do dia. Ele é produzido em um formato atemporal, por isso que ele contempla tantos cadernos de variedades, como uma grande magazine.
Após as informações relevantes, começou-se uma discussão sobre o futuro dos jornais, a queda nas vendas e como competir com formatos cada vez mais avançados e tecnológicos de se fazer notícia. O professor Pellanda mostrou uma possível alternativa de “salvação” do jornal impresso – se é que ele precisa ser salvo, isso também é uma questão – o e-paper, um tipo de papel eletrônico que, futuramente, pode engolir o papel real.
Esta foi a primeira aula sobre o jornalismo impresso. Logo será relatado os acontecimentos seguintes a esta aula, como a confecção de nosso próprio jornal.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
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